“Luxo é muitas vezes confundido com riqueza ou ostentação, mas, para mim, significa bem estar, conforto e aconchego”, afirma Gabriel Bordin. E foi com esse olhar, amarrado ao conceito de Quiet Luxury, que o arquiteto ajudou a desenvolver um dos edifícios mais notáveis de Balneário Camboriú, o Origem 3300.
Quiet Luxury é um movimento promissor no mercado imobiliário, acessando um público discreto, que não quer chamar atenção e imerge na atemporalidade. Além disso, Gabriel Bordin comenta sobre a diferença entre o luxo exacerbado na arquitetura, em que diversos objetos de alto investimento não tem sinergia com o ambiente, e o luxo com significado, “É um conceito muito pessoal, mas não está diretamente ligado ao valor material”, defende o arquiteto.
Primeiro, é importante entender que luxo é relativo. Muitos o consideram como sinônimo de riqueza e exibicionismo. E é neste diálogo que o Quiet Luxury ganha palco: trata-se de uma abordagem que valoriza o essencial, em que cada elemento do espaço tem um propósito claro e transmite sofisticação sem precisar de excessos. “O verdadeiro luxo está na sensação que o ambiente proporciona, na escolha de acabamentos e na harmonia entre estética e funcionalidade”, afirma Bordin.
Na arquitetura, isso se traduz em linhas simples, iluminação bem pensada, integração com a natureza e uso de materiais nobres de forma sutil: madeira natural, pedras com texturas originais e tecidos de alta qualidade. Mais do que impressionar, o Quiet Luxury busca criar espaços aconchegantes e atemporais. Afinal, luxo de verdade não se impõe, ele se sente.
Segundo o arquiteto, essa tendência representa um novo olhar para os projetos residenciais: “As pessoas não querem apenas morar em um espaço bonito, querem sentir que ele faz parte da sua história e do seu estilo de vida. O Quiet Luxury é sobre criar lares que refletem autenticidade e equilíbrio”.
Gabriel Bordin ainda comenta que projetos como o Origem 3300 se tornarão frequentes, com elementos puros, simples e sensoriais. “Isso porque o Quiet Luxury nos traz de volta à essência e ao conforto, dialogando com uma arquitetura funcional. O conceito diz respeito a nós como pessoas, tirando as camadas desnecessárias, somos todos simples”, finaliza o arquiteto.
